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¿Que pasa?
Coisa mais linda! Hoje, minha filha ficou quietinha no carrinho, conversando com o seu ursinho, enquanto eu almoçava. Escrito por Leila às 15h20 [ ] [ envie esta mensagem ] Enfim, o parto! As contrações começaram na noite de domingo. Não conseguia dormir com aquelas dores horríveis. Então, às 3h da manhã, resolvemos ir até a maternidade. Chegando lá, fui muito bem recebida pelas enfermeiras e percebi que eu não era a única naquela situação. Fora eu, tinha mais duas em trabalho em parto, que já estavam sendo encaminhadas para a internação. Passei antes por uma consulta com a enfermeira obstetriz e ela constatou o que eu esperava há tantos dias: a dilatação. Mas ainda era pouca. Somente 2 cm. Ela ligou para a minha médica e pude voltar para casa, com a promessa de passar no consultório dela pela manhã. Antes disso, tomei uma dose de buscopan na veia para aguentar um pouco as dores. Às 8 horas em ponto, já estava no consultório da minha médica, ansiosa pelo diagnóstico de um real trabalho de parto, com 4 ou 5 cm de dilatação. Mas novamente voltei para casa frustrada. A situação não se alterou; eu continuava com os 2 cm. Diante disso, o ultimato: se eu não tivesse contrações mais fortes, ela já ia deixar marcada a cesárea para o dia seguinte. Tive que aceitar. Passei o dia tranquila, talvez pelo efeito do buscopan. Mas a madrugada foi terrível. Não dormi um segundo sequer. A cesárea estava marcada para as 12 horas, mas não quisemos esperar e arriscar. Com era dia de rodízio do carro do Marcelo, às 7 horas já estávamos na maternidade novamente. Desta vez para a internação. Novo exame e outra decepção. Somente 3 cm. Como estava com dores fortes, fui encaminhada para o Centro Obstétrico. Imaginei que iria encontrar o Marcelo depois, então entrei lá sozinha sem me despedir. Me deram uma sacola para colocar minhas roupas e vesti o avental e a touca. Fui colocada numa cadeira de rodas e levada para uma sala onde havia um monte de outras mulheres. Só então percebi que ia passar o resto do dia sozinha, sem meu marido, nem ninguém conhecido. Bateu o medo e a insegurança. Ainda eram 8h e meia e a minha médica só chegaria às 12h. Me enfiaram um soro na veia e aquilo doeu de verdade, ainda mais que foi na mesma hora de uma das contrações. Além de mim, tinha mais 5 mulheres que haviam acabado de sair de uma cesárea. Estavam todas lá, esperando passar o efeito da anestesia. Me imaginei naquela situação e lembrei que ainda estava sozinha. Fui muito bem assistida pelas enfermeiras; disso eu não posso reclamar. Mas mesmo assim me sentia sozinha. Deu vontade de chorar. E aquelas dores que vinham a toda hora. Nem lembro bem as coisas que pensei durante todo aquele tempo; só imaginava o Marcelo, desesperado, na sala de espera, sem saber o que estava acontecendo. E naquela hora eu só queria ele ali, ao meu lado. Ao meio-dia, em ponto, minha médica apareceu, toda sorridente, e eu nunca fiquei tão feliz por ver uma cara conhecida. Ela me examinou novamente e a situação não tinha se alterado. Ela esperou pacientemente comigo, por mais uma hora, para ver se alguma coisa acontecia. E nada. Não dava mais para esperar. Fui encaminhada para a sala de cirurgia, tentando esconder o medo e o nervosismo. É um defeito meu. Não gosto que me vejam fraquejando. Fui colocada na maca e agora eu me preocupava com a anestesia. Fechei os olhos, apertei as mãos e rezei. Não doeu muito. Doeu mais quando me aplicaram o soro. Estava sendo deitada na maca quando alguém (não me lembro quem) mandou o pai entrar. Eu já estava desesperada e quase chorei quando vi o Marcelo chegando. Ele também estava nervoso, mas foi muito carinhoso comigo. Durante todo o processo, ele ficou conversando comigo, tentando me distrair e me acalmar. Não demorou muito, cerca de 15 minutos, e um dos médicos falou para ele preparar a câmera, que a nenê estava para nascer. Ele foi tirar as fotos e eu pensei que ele não fosse aguentar. Mas também foi forte. De repente, ouvi o choro da minha filha e nessa hora não deu mais para segurar. Desandei a chorar, num misto de felicidade e nervosismo. Não conseguia parar e até deixaram o Marcelo ficar até o final, talvez por eu não estar conseguindo me conter. E minha filha nasceu. E veio grande, como ninguém esperava: 3,580 kg e 50 cm! Ela estava com o cordão enrolado no pescoço e no braço, por isso não descia. Era para nascer mesmo de cesárea. Terminada a cirurgia, fui levada novamente para a mesma sala e desta vez fiquei junto das outras mulheres que também estavam esperando passar o efeito da anestesia. Levou 2 horas para isso acontecer. Fui levada para o quarto e lá estavam o Marcelo e meus sogros. Cheguei sorrindo e falando com todos e minha sogra achou estranho, porque pensou que eu estaria grogue. Na verdade, eu me sentia muito bem. Apesar do corte, as dores não eram muitas. Não demorou muito e trouxeram a minha filha. Que felicidade! Ela foi colocada no meu peito e a danada começou a mamar com vontade, como se já tivesse feito isso antes. No mesmo dia, recebi várias visitas. Minha irmã e meus amigos queridos. Todos aqueles que me ligavam todos os dias para saber se a Larissa já tinha nascido. No final do dia, depois de tudo o que aconteceu, as palavras que valeram por tudo pelo que passei. Meu marido me dizendo: "Você foi maravilhosa! Fez um ótimo trabalho!". Escrito por Leila às 12h30 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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